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Brasil: o melhor produtor de seda do mundo
O alto custo de investimento inicial, a dificuldade em produzir e tratar a matéria prima, além da produção do fio em si a partir de um casulo são desafios nada fáceis, tornando a produção da seda o setor mais difícil da indústria têxtil. Ainda assim, a seda feita no Brasil é reconhecida como a melhor do mundo, sendo exportada para as melhores confecções européias e japonesas. Com ela são feitos os mais caros lenços, roupas e quimonos.
Tudo isso é recompensador para Bruno Beraldin, da Beraldin Sedas, uma das únicas três empresas brasileiras envolvidas na produção do fio. “A reflexão da luz na seda, o contato dela com a pele, nenhum produto sintético se iguala”, afirma. Há grande rotatividade no setor. Muitos empresários se arriscam e sem conseguir superar as dificuldades, saem logo em seguida. “Como tudo que é natural, é um pouco mais difícil. Tenho um empregado para cada 100 metros de fio”, destacou.
Cada casulo pode conter até 1,5 km de fio contínuo e homogêneo. Mas 1 quilo de casulos só produz 90 gramas de seda depois dos processos de produção. “Quando chega na confecção, com as sobras, esse número cai para 40 gramas”, disse o empresário. A dificuldade e a demanda explicam o alto valor agregado da seda no mercado.
Mesmo com a qualidade da seda brasileira, ela perde mercado exportador desde a década de 70, quando houve a reabertura comercial entre China e Japão. “A China produz muito, apesar de nem sempre ter uma seda de boa qualidade”, explica Bruno. O clima brasileiro e a pesquisa desenvolvida pelas empresas são as responsáveis pela qualidade do fio e, portanto, pela importância do país no setor e pelo comércio exterior.
Num momento de crise, Beraldin não mostra muita preocupação. “Temos um bom laço com o mercado de alto luxo, que não diminuiu com a crise. Além disso, toda nossa produção é utilizada pelo mercado interno”, conclui.
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